Afinal, Internet das Coisas é mesmo um bom negócio?
Janeiro 28, 2019 Matérias

Afinal, Internet das Coisas é mesmo um bom negócio?

Hoje, já existem mais dispositivos conectados do que pessoas em nosso planeta. A IoT é uma tecnologia interessante que tem perspectivas de crescimento exponencial. Mas será que ela vale a pena para você?

A tecnologia sempre buscou conectar as pessoas. Agora, o desafio é conectar coisas, tornando tudo ao nosso redor mais inteligente, responsivo e eficiente. E o caminho parece estar indo bem nesse sentido uma vez que, em 2017, já haviam mais dispositivos conectados à IoT do que habitantes na Terra.

De smartwatches a eletrodomésticos que ligam sozinhos, diversas aplicações da IoT já são conhecidas pelo público. Por isso, você pode pensar que a Internet das Coisas não é mais uma novidade tão grande assim, que a euforia e a curiosidades iniciais já passaram.

Bom, é verdade. E isso é ótimo.

Agora, a IoT vai ganhar forma com cada vez mais projetos bem estruturados sendo implementados. Certo, mas ela vai funcionar para o seu negócio?  Vamos descobrir.

O que é IoT?

Por mais que a Internet das Coisas seja bastante conhecida, vamos seguir este artigo apresentando primeiro uma definição. IoT é um conceito que se baseia na interconexão de “coisas” à internet, ou seja, objetos que se tornam parte de uma rede que coleta e transfere dados.

Assim, dá para conectar praticamente qualquer objeto à internet, dando uma nova função a ele e facilitando a administração de tarefas. Por exemplo, um espelho inteligente que pode mostrar sua agenda ou as notícias do dia enquanto você escova os dentes.

Possibilidade de inovações

Com criatividade e disposição para inovar, as aplicações possíveis com a IoT se tornam infinitas. Projetos com objetivos bem definidos e com planejamento adequado podem ajudar muito o desenvolvimento de novos produtos, gerenciamento de tarefas, vendas e economia.  E essas melhorias valem para praticamente qualquer setor de uma empresa. Vamos a alguns exemplos:

Vendas

Neste caso, vamos usar como exemplo uma empresa alimentícia que consegue monitorar o uso de seus produtos através de uma rede de conexão com a geladeira das pessoas. Quando o produto X acaba, a geladeira avisa à empresa que, imediatamente, faz uma nova entrega na casa do consumidor.

O sistema oferece duas coisas que são muito importantes para este ramo em que a oferta é muito grande: mais praticidade para o consumidor (que não precisa ir até o supermercado buscar o produto) e a fidelidade do cliente (que, por não ir ao supermercado, não receberá estímulos de outras marcas similares).

 

Gerenciamento de Funcionários

Vamos imaginar que cada motorista de uma transportadora utilize um smartwatch conectado ao sistema responsável por gerar rotas e escalas de trabalho. O relógio pode monitorar a saúde do motorista, seu nível de estresse, batimentos cardíacos, sono e fadiga.

As informações recolhidas serão usadas pelo sistema para montar as escalas e rotatividade de acordo com o bem-estar de cada funcionário, diminuindo o risco de acidentes e agilizando as entregas ao cliente.

 

 

Produção

Digamos que uma fazenda fornecedora de morangos teve um grande prejuízo pois a colheita da fruta foi menor que o esperado na temporada. Para as próximas colheitas, sensores que mensuram a umidade e nutrição do solo, a temperatura ideal e o desenvolvimento das sementes são instalados.

Constantemente, os sensores fazem a medição das variáveis e ativam, sempre que necessário, irrigadores nos campos. Ao fim do dia, é enviado um relatório atualizado das condições da plantação para os agrônomos responsáveis pela fazenda, que podem fazer correções ao longo do desenvolvimento da safra, evitando prejuízos.

Desafios

Mas, claro que como em qualquer inovação técnica ou tecnológica, a IoT também traz alguns riscos que são encarados como desafios para sua implementação em maior escala. Com cada vez mais indústrias aderindo ao conceito e precisando abarcar tantas aplicações, as redes de TI tenderão a operar no limite de suas capacidades e as organizações terão que investir muito em equipamentos. Neste caso, uma boa saída é a computação em nuvem e os serviços de colocation em data centers.

Um segundo ponto que merece muita atenção é a segurança. A necessidade de proteger dispositivos e redes vai ser um problema real, já que com mais conexão surgem também novas ameaças. E, como a base da IoT são os dados, as empresas precisarão desenvolver estruturas e protocolos de segurança cada vez mais robustas para proteger as informações das pessoas.

O que nos leva ao terceiro ponto dos desafios para a implementação da IoT: a Lei Geral de Proteção de Dados Pessoais, que entrará em vigor no final de 2020. A lei traz em seu texto uma série de medidas que regulamentam a coleta, uso, proteção e transferências de dados pessoais no Brasil. Em caso de descumprimento da lei, a empresa pode sofrer multas de até R$50 milhões. Descubra tudo o que você precisa saber sobre a LGPD neste outro artigo.

Vale a pena?

As aplicações de internet das coisas fazem parte de um grupo de tendências cada vez mais presente no desenvolvimento econômico de grandes empresas. Logicamente, para investir na tecnologia, você precisa seguir alguns passos básicos, como: analisar a necessidade da aplicação e sua viabilidade, testar o projeto e avaliar as oportunidades reais geradas por ela.

A IoT é, antes de mais nada, uma oportunidade de crescimento e desenvolvimento. Todo empreendedor saber como é importante pensar no futuro do mercado e se manter à frente das tendências.

O mercado já chegou em um momento em que os consumidores buscam experiências únicas, dinâmicas e com propósito. E ser capaz de oferecer esse tipo de interação para as pessoas é um grande diferencial.

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